terça-feira, 25 de outubro de 2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011



O exercício da palavra é uma busca sem fim.
Haverão sempre conjunções ainda pouco comuns.
Verbos em hemorragias destrancadas, e dedos em feridas
como pontos de exclamação.
No feminino, masculina e masculino, feminino...
Todos cravarão um gancho nas carnes a pendurar-lhes pela
interrogação.
Como parar bicho desenfreado?
A se um ponto final
bastasse.

sábado, 15 de outubro de 2011


Carta Aberta:
Caro Vidalto,
Ontem,dia 14 de outubro de 2011, tivemos a abertura do Salão Regional de Artes Visuais da Bahia, evento que acontecerá ainda em Porto seguro e Alagoinhas ao
qual fui classificado com três obras em pintura.
Voltando ao nosso Centro de Cultural, onde nos encontramos e junto a nós, mais uns tantos ilustres conterrâneos e autoridades representativas do poderes constituídos nas esferas Estado a Sra. Nehle Franke Diretora da FUNCE e a Sra. Luciana Vasconcelos do Núcleo de Artes Visuais ainda o nosso Otávio Mota Diretor do Centro Cultural que alias esta de parabéns.
No âmbito Municipal estavam presentes a Sra. Edna (Abençoada) Secretaria de Cultura,também vi o Sr. Bertolino de Jesus Vereador e o Presidente da CDL local o Sr.Osni Bulcão.
Devidamente representados,digamos assim: não vi nenhuma autoridade eclesiástica, não vi representantes de estabelecimentos de ensino, sejam particulares ou não e muito menos vi jovens que pudessem se contrapor a formalidade e até talvez manifestarem-se com a propriedade devida.
Perderam eles de verem:
A bela jovem em uma performance que mesclava sentimentos diferentes em cada um ali presente.
Não viram os Artistas de fora e sua obras, nem puderam saber o que lhes moviam.
Também não viram e nem puderam cumprimentar nossos artistas locais e verem em seus olhos o cintilar de poder dividir a beleza e inquietação em suas peças. Parabéns D. Amália Grimaldi lindas fotografias, parabéns Nen Cardim conhecido internacionalmente, parabéns Manoel Antonio Salomão, a se as pedras falassem aqui em Valença hei? Parabéns Sr. Warner pinturas expressivas e parabéns a todos os agraciados com premiações e menções.
Lindo mesmo foi ver o nosso companheiro de luta Cleriston Davi receber o 1º premio, as fotos são tecnicamente perfeitas, de uma sensibilidade impar pela escolha do ângulo, o nome Cachoeiras... quem dera fossem de água e não de lixo. Foto denúncia, que esclarece e indiguina a nós...
Espero que a cultura possa restabelecer a cidadania da nossa tão antiga, linda e mal tratada Valença.
Um Abraço,
Renato D’Tina

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Reflexão no silencio 2

A proposta é a seguinte:
Separar o Desejo da Necessidade.
_Há meu Deus!
Esta coisa que embota os sentidos e nos faz perder a noção do perigo em amplo espectro, alimenta nossas vaidades e abusa da inocência que não temos, mas nesta hora se faz presete e quase infantil.
Não pense que é ao acaso que desejamos o “hálito fresco” com aquelas estrelinhas sintilando nos dentões brancos e perfeitos. Aliás dentes assim custam os olhos da cara!
Existe todo um estudo voltado para o fazer desejar...
Desejar com desespero, tudo o que brilha e ou pode fazer voce brilhar.
Mas tem cura:
É longo o caminho e ardua a reeducação para separar e reconhecer a Necessidade real.
Necessidade Real só interessa aos indivíduos que buscam a liberdade pensar e agir com racionalidade e criar um ambiente menos consumista e menos carregado de frustrações desnecessarias.
A descoberta da necessidade real, vai contra toda e qualquer arquetipo criado pelo estudiosos do Desejo fabricado.
A fábrica de desejos só é boa para os ricos, e é por isto que os grandes profissionais de propaganda teem salários de milhões.
Todos esses milhões vêm de nós, incautos desejadores de coisas e símbolos.
Antes de comprar faça-se a pergunta que voce nunca ouvio numa propagandanda:
Eu necessito ou eu desejo?
O seu bolso e o planeta agradecerão.

Reflexão no silencio 2
Valença(Ba), 13 de outubro de 2011.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011


Mulheres carregam o mundo na cabeça...A humanidade evoluiu nelas.

Desenhador de Destinos

Título: Desenhador de Destinos.
Técnica: Escultura em madeira e ferro de sucata.
Descrição: Escultura mítica e dual entre bem e mau, onde fica evidente sua força estética pelos símbolos que a compoem.
Medidas: 0,50 x 1,00 m
Preço: sob consulta, faça sua proposta.
Email do artista: rtooliveira2005@gmail.com

Reflexões no Isolamento 1


Todos aqueles que martirizam a um, tendem a fazê-lo com maestria.
E procura desculpas para redimir a perversão com a qual se apraz !
E assim sofre supostamente tanto ou mais que a vítima de seu martírio.
É!
É o que a humanidade se tornou exímia na busca pelo álibi da redenção.
Religiões e profetas, ateus e intelectuais de verdade e de faz de conta, procurando curas para suas dores e “dorezinhas” de bons filhos das putas, querendo fuder com os outros e ainda terem o conforto do perdão pedido a sós com Deus, o um pedido de desculpas sincero e composto de uma linda falsa humildade a quem pensam estar passando a superioridade de que tanto se orgulham.
Bom, amigos e inimigos, não pensem que descreio da raça humana, na verdade não ligo muito. A história esta aí para nos dizer quem somos nós...

Reflexões no isolamento. nº I
Valença(Ba), 12 de outubro de 2011.

terça-feira, 3 de maio de 2011

É tão linda e tão perto




Prá quem tem medo de viajar e de meter a mão no bolso, achando que vai gastar uma fortuna!


Amigo dê um tapa no bolso, não precisa matar o escorpião é só deixar ele zonzo e gastar um pouquinho. O prazer de ver coisas que não conhecemos, cuja a beleza extrapola nossa compreenção, reforca a idéia de que somos capazes. E de que Deus existe e olha para nós com carinho infinito.


Renato D'Tina e familia em cima do Morro do Pai Inácio - Lençois-Ba.













Mistura dos Reinos



























Amigos que não puderam ver a Exposição, estou colocando algumas fotos dos trabalhos.

Beijos e abraços devidamente destribuidos e localizados.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Montanhas Esquecidas


Não quis mudar o título, mas ele é equivocado, na verdade a montanha que rememoro não foi esquecida, ela simplesmente foi arrancada do seu leito e espalhada por lugares sem nome e só existe dela uma névoa em poucas cabeças.
Vamos a ela, para os novos que nunca a conheceram e para os contemporâneos relembrarem. Ela ficava onde hoje está um prédio em frente ao Banco do Brasil, se estendia até a lateral da casa de D. Glorinha que aliás será tema de uma outra história,visto que sua elegância e personalidade deram tom a Mutuípe por longo tempo...
Tínhamos no topo e, era complicado chegar lá em época de chuva, o famoso posto de saúde do Sr. Moisés, conhecido por Seo Moises enfermeiro, homem de feições fortes e sério, que conhecia todos na cidade e arredores, e que a cidade toda o conhecia. Em se tratando de costurar gente, era Dr. Divaldo e Moisés enfermeiro, não tinha pra ninguém. Eu mesmo tenho pontos na testa dados por Seo Moisés. A propósito, Sr. Moisés era Marido de D. Olga, pais de Ana, Beto, Rosa e de Neto, uma das cabeças pensantes de minha época, que por sinal ficou a cara de Seo Moisés.
Também tínhamos ao lado do posto a casa de Dedé..., retratista de Mutuípe, e dos bons.
Ao lado, se não me engano, ficava a casa de Seu Apúlio sapateiro, outra figura mitológica de Mutuípe a merecer um texto só dele. Pai de D. Nair, D. Rita e de Antônio "zoin", figura de quem tenho lembranças fantásticas, o homem pegava e brincava com picos de jaca, jararacas, além de pescador, o homem era radical... só usava máximas em suas falas, tipo "quem tudo quer saber, mexerico quer fazer, uma figura.
E na ponta onde está o prédio em frente ao Banco do Brasil, ficava a cadeia municipal, lugar dava medo até de passar na porta, já que lá só ia quem tinha negócios a resolver.
Onde é a prefeitura, tinha uma construção esquisita de pedra, quadrada e com portões na frente coisas da prefeitura e do lado onde está o jardim da prefeitura de frente ao rio tinha uma quadra de esportes e era muito legal.
Até a próxima!
Renato D’Tina

P.S.: A única foto que consegui onde ao fundo, vê-se a casa de D. Glorinha, mais alto na lateral uma parte do Posto de Saúde do Sr. Moisés Enfermeiro. A foto é acervo particular.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tenhos muitas histórias!

Tenho uma proposta, que tal escolherem o próximo tema deste pojeto que "Se chama Cadernos de Mutuipe":
Rapaduras do barracão da feira;
Alambique do Veio Lindofo;
As cuspidas na balustrada de Maria Brito.

Aguado pedidos!
Renato D'Tina

Cultura Mutuipense


Meu querido Véi Dáro!
Quantas bananihas do fundin pôde e quantos copos de mingau de D. Glorinha, seriam precisos para resgatarem ícones da cultura Mutuipense como vocês?
Sinto pelos que não conheceram a sua venda, aquilo é a instalação artística visual mais impressionante que já vi!
Tenho dó do destino dos que nunca visitaram os presépios de D. Glorinha, de Nair de Sr. Apúlio, de Tia Rita, que sempre o armava em cima de uma marquesa antiga, e tantos outros que não me lembro agora... nos vestíamos de festa para a ocasião, e saiamos a bater nas portas.
--- Viemos visitar o presépio!
Éramos bem vindos e olhávamos todos os detalhes, as grutas, feitas de papel de cimento pintado e eu mim interrogava, onde ficavam aquelas pedras o resto do ano?
Marise, será que nos foi legado devolver mesmo que tão fragilmente estes resquícios da cultura mutuipense?