quinta-feira, 21 de abril de 2011

Cultura Mutuipense


Meu querido Véi Dáro!
Quantas bananihas do fundin pôde e quantos copos de mingau de D. Glorinha, seriam precisos para resgatarem ícones da cultura Mutuipense como vocês?
Sinto pelos que não conheceram a sua venda, aquilo é a instalação artística visual mais impressionante que já vi!
Tenho dó do destino dos que nunca visitaram os presépios de D. Glorinha, de Nair de Sr. Apúlio, de Tia Rita, que sempre o armava em cima de uma marquesa antiga, e tantos outros que não me lembro agora... nos vestíamos de festa para a ocasião, e saiamos a bater nas portas.
--- Viemos visitar o presépio!
Éramos bem vindos e olhávamos todos os detalhes, as grutas, feitas de papel de cimento pintado e eu mim interrogava, onde ficavam aquelas pedras o resto do ano?
Marise, será que nos foi legado devolver mesmo que tão fragilmente estes resquícios da cultura mutuipense?

Um comentário:

  1. Olá Renato,onde você conseguiu esta raridade? Lembro-me da balustrada, do jardim, do obelisco e da ponte branca com arcos de concreto.
    Quem não se lembra que ao lado do bar de Oldack ficava o "brechó" mais sortido da região? A venda do Véi Dário e Dona Glorinha. Lá tinha de tudo: ervas, cumbuca, anzol, linha de nylon, entre outras preciosidades.
    Na contemporaneidade, a sociedade midiática enfatiza as celebridades e o simulacro. Por que o brasileiro tem memória fraca? A quem interessa?! Temos de distinguir alguns tipos de esquecimentos que ocorrem no universo narrativo e no conto popular. Há uma incapacidade absoluta de rememorar, pois a indústria cultural superestima o novo e subestima aspectos importantes das tradições populares,
    subestimando a nossa capacidade de registrar, mascarando e omitindo fatos e passagens.
    Parabéns pela iniciativa
    Abraços, João M Neto

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